A importância de Recursos Humanos (RH) nas organizações

A importância de Recursos Humanos (RH) nas organizações

Fazendo uma breve busca no Google encontramos milhares de páginas contendo informações sobre Recursos Humanos (RH). São técnicas de Gestão de Recursos Humanos, técnicas de retenção de funcionários e informações sobre como gerenciar a força de trabalho. Por que tanto texto é produzido? Existe realmente uma demanda para a quantidade de opções no setor de Gestão de Recursos Humanos, e em particular para todos os livros e artigos dedicados à área de RH? Eu não acho que o volume de páginas sobre este tema reflete um mercado, mas sim um desejo de encontrar uma ferramenta que irá facilitar os problemas com pessoal e mostrar um único caminho para o sucesso da Gestão de RH. Profissionais dentro da área de Recursos Humanos são pressionados a classificar por meio de dados, pareceres e estudos de caso. Tenta-se aplicar as regras antigas de maneiras ligeiramente diferentes na esperança de dar-lhes vida nova. As empresas continuam a buscar resultados superiores com soluções da velha escola.

Recursos Humanos é geralmente considerado um centro de custo que não contribui para o resultado da empresa, embora seja responsável ​​pela contratação e por proteger os ativos mais importante da sua organização, as pessoas. Sem pessoas fortes, satisfeitas e motivadas,  seu negócio não vai alcançar o potencial almejado. A equipe de Gestão de RH, muitas vezes é vista como uma equipe de empurradores de papel que cuidam de benefícios e políticas, que protegem os interesses da empresa e limitam os problemas com a lei trabalhista. A razão mais significativa para essa realidade é porque a indústria global continua a ver o RH como um “mal necessário”. Mas na realidade, a Gestão de Recursos Humanos não deve gastar todo o tempo com folha de pagamento e benefícios, mas sim com oportunidades estratégicas para a organização.

Recursos Humanos continua a ser um pequeno subconjunto de competências essenciais para a gestão de uma empresa. O negócio e as pessoas que o dirigem são complexos demais para continuar a contar com gerentes que simplesmente foram promovidos, mas não entendem nada de gestão de pessoas.

As organizações continuam a competir por talentos. As habilidades que os profissionais de Recursos Humanos conseguem angariar do mercado, por meio da contratação e retenção de talentos, irá representar as competências estratégicas essenciais para o negócio. É necessário que a empresa evolua e suas habilidades evoluam junto.

Recursos Humanos é o parceiro do seu negócio que é o especialista em pessoas e comportamento humano. Se o RH não tiver essa função, alguma coisa está errada. Falar em estratégica sem contar com as habilidades de Recursos Humanos é a mesma coisa que planejar o orçamento do próximo ano sem os números deste ano. Métricas são ferramentas poderosas, mas, como com qualquer tipo de medida, uma falta de entendimento sobre a sua aplicação torna os dados inúteis. Recursos Humanos deve observar e analisar dos bastidores, compilando dados complexos sobre cada trabalhador à medida que progridem como força de trabalho.

Em um estudo recente realizado pelo Hay Group “apenas 40% dos funcionários elogiou a empresa por reter trabalhadores de alta qualidade. 41% concordaram que as avaliações de desempenho foram justas. 58% classificaram a sua formação profissional como favorável. A maioria disse que eles têm poucas oportunidades para o avanço e que não sabem o que é necessário para serem promovidos. O mais notável, apenas metade dos trabalhadores abaixo do nível gerencial acreditavam que suas empresas tinham um interesse genuíno no seu bem-estar” (agosto de 2005). O que isso realmente significa? Como gerente, por que eu devo me preocupar com essa estatística? A mesma se aplica a mim?

Os números são muitas vezes assustadores. Os livros de gestão falam sobre soluções que funcionaram muito bem nas empresas dos autores ou em projetos de consultoria, mas será que funcionariam na sua empresa? Você tem um gerente que simplesmente não se importa. O presidente sabe que a rotatividade é ruim, mas não parece não ter interesse em fazer alguma coisa. Seu chefe é tio do proprietário. Mudança seria maravilhoso, mas parece nunca acontecer. Onde está Recursos Humanos? Está na gaveta? Os profissionais de Recursos Humanos são confrontados com questões e problemas como estes todos os dias e podem construir estratégias mensuráveis para diminuir o índice de “turnover”, de baixa motivação e de funcionários com baixo desempenho.

O luxo de pensar em “força de trabalho” ao invés de tratar do “João” já se foi, mas organizações de grande e pequeno porte continuam a acreditar que as pessoas simplesmente são trabalhadores da empresa. Na verdade, as pessoas trabalham para atender seus próprios objetivos pessoais ou porque desenvolveram relações de amizade que lhes são significativas.

É difícil medir os resultados tangíveis de RH quando a maioria das coisas é intangível. Na verdade é difícil, pois não existe o hábito de avaliar liderança e de enxergar nós mesmos como uma potencial barreira para o sucesso do negócio. Muitas vezes, Recursos Humanos é marginalizado, porque é mais fácil substituir um empregado que decide sair do que acreditar que estamos colhendo os maus frutos do caminho escolhido.

Se seu negócio está crescendo e você está avaliando as competências necessárias para garantir esse crescimento, pense várias vezes em relação à pessoa que você atribuirá a responsabilidade de gerir pessoas. É necessário que seja a pessoa certa com a experiência certa para que Recursos Humanos não continue apenas como um gasto para sua empresa.

Adaptado do artigo de Bryon Peterson, presidente do HRGI, publicado em Dezembro de 2005.

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